PCE da Mundial Seguros demite-se e segue para Fortaleza Seguros

O presidente da Comissão Executiva (PCE) da Mundial Seguros, Márcio Jorge Torres Canumbila, vai cessar funções no próximo dia 31 de Agosto, na sequência da apresentação de um aviso prévio de demissão entregue no mês passado, apurou o Valor Económico junto de fontes ligadas à seguradora.

A decisão já foi comunicada internamente. Além de os trabalhadores terem sido informados sobre a saída, o próprio gestor comunicou aos directores da empresa para lhes transmitir que deixará o cargo no final deste mês.

A saída ocorre poucos dias antes da realização da assembleia-geral da seguradora e num contexto em que circulavam informações sobre a possibilidade de o gestor não ser reconduzido pelos accionistas, alegadamente devido à insatisfação com o ritmo de diversificação do negócio.

Segundo fontes conhecedoras do processo, uma das principais preocupações dos accionistas prende-se com a elevada dependência da Mundial em relação ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), seu accionista maioritário.

Grande parte da carteira da seguradora resulta da emissão de seguros associados às operações de crédito do banco e da gestão do seguro de saúde dos trabalhadores da instituição, o que limita a diversificação da base de clientes e das fontes de receita.

Três anos depois de assumir a liderança da Mundial Seguros, Jorge Torres Canumbila deverá prosseguir a carreira na Fortaleza Seguros, seguradora pertencente ao Millennium Atlântico. Antes de ingressar na Mundial, desempenhou, em 2022, as funções de director de Marketing & Customer Experience naquele banco.

A Mundial Seguros é detida em 70% pelo BPC. Os restantes accionistas são o antigo vice-presidente da República, Bornito de Sousa, com 12%, Elvino Mariano, igualmente com 12%, e José Pereira Teixeira, com 6%.

Apesar da mudança na liderança, a seguradora apresentou um desempenho financeiro positivo em 2025. O lucro aumentou 23,31%, para 15,87 mil milhões de kwanzas, tendo distribuído dividendos de 4,761 mil milhões aos accionistas. Os encargos com os órgãos sociais ascenderam a 501,010 milhões de kwanzas.

Fonte: VE

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