Setenta e duas empresas controladas pelo Estado, total ou parcialmente, pagaram mais de 35,491 mil milhões de kwanzas em remuneração aos órgãos sociais, segundo cálculos do Valor Económico com base nos relatórios e contas das entidades. O montante espelha um crescimento de 19,226 mil milhões de kwanzas (118,20%), face ao exercito anterior.
O aumento dos pagamentos aos órgãos sociais contrasta, entretanto, com o desempenho financeiro das empresas. Ao que se verifica, 40 empresas encontram-se numa situação delicada, fruto de resultados operacionais negativos. É o caso da TAAG que engordou as remunerações dos órgãos sociais em 65,83% para os 6,109 mil milhões de kwanzas, atingindo o pódio dos que mais pagam a administradores e a integrantes dos conselhos fiscais das empresas analisadas.
As 19 empresas ligadas ao Ministério dos Transportes somam, aliás, o maior volume pago aos membros dos órgãos sociais. Os valores saltaram dos 702,893 milhões para os 13,686 mil milhões de kwanzas. Seguidamente aparecem sete controladas pelo ministério das Finanças com pagamentos de 7,039 mil milhões de kwanzas (+42,45%), bem como as das Telecomunicações e Comunicação Social 5,479 mil milhões (-6%), Recursos Minerais e Petróleo com 4,927 mil milhões (+87,69%) e Energia e Águas com 3,233 mil milhões (+135,84%).
Existem, no entanto, empresas que não fizeram questão de descrever a remuneração dos órgãos sociais, como é o caso da Sonangol e a Endiama. Das que disponibilizaram, depois da TAAG, seguem.-se a Sodiam (4,690 mil milhões), Unitel (4,198 mil milhões), BPC e o Porto de Luanda com mais de 2 mil milhões de kwanzas.
