O anuário de emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o número de trabalhadores no sector formal aumentou de 2,4 milhões em 2024 para 2,8 milhões em 2025, um crescimento de 16,66%. Este avanço não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da população economicamente activa, estimada actualmente em 18,6 milhões de pessoas.
Como resultado, o peso do emprego formal na estrutura do mercado de trabalho diminuiu. Em termos relativos, apenas 15,1% da população activa está no sector formal, o que corresponde a cerca de seis em cada 100 angolanos em idade de trabalhar.
Trata-se de um recuo face a 2024, quando sete em cada 100 angolanos estavam nesta condição, evidenciando a perda de relevância do emprego com vínculo estável, apesar do aumento em termos absolutos.
Enquanto o emprego formal perde expressão, o emprego informal continua a expandir-se e a sus-tentar artificialmente os principais indicadores do mercado de trabalho. O número de trabalhadores nesta condição subiu de 9,7 milhões para 10,5 milhões, um aumento de 800 mil pessoas num único ano.
Este crescimento elevou o total de pessoas consideradas empregadas para 13,3 milhões, mais 1,1 milhão face ao ano anterior, aproximando o Executivo da meta de 13,9 milhões de empregos defi-nida no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027. A diferença actual é de cerca de 600 mil postos.
