Angola é o país com as taxas aeroportuárias mais elevadas do continente desde o quarto trimestre de 2024, o que contrasta com a intenção das autoridades angolanas de tornar o país num hub continental.
Num cenário de mudanças no sector aéreo, com destaque para a subida do fuel que tem levado as companhias a optarem por destinos que se apresentam com os melhores incentivos, Angola manteve inalterável o preço das taxas
aeroportuárias em cerca de 2 mil dólares. E nem o alerta da Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA), de que a “redução das tarifas aeroportuárias poderia potencialmente impulsionar os níveis de tráfego”, foi capaz de promover ajuste dos preços para baixo.
A diferença de Angola em relação ao segundo da lista, por exemplo, a Zâmbia, é de praticamente mil dólares. Comparativamente aos aeroportos de Argel, Ilhas Maurícias, Seychelles e Nairobi, cujas taxas são abaixo dos 500 dólares, as taxas revelam-se ainda mais caras. Os aeroportos mais movimentados, no caso o de Adis Abeba e do Cairo, têm as tarifas ainda mais baixas.
Em termos de ligações directas entre países africanos, há um grupo de sete países, dos 54 do continente, que oferecem voos directos para mais de 20 outros países africanos. Com apenas 12 voos directos para destinos no continente, Angola não consta desse grupo. A Etiópia lidera com 38 voos directos dentro da África, seguida pelo Quénia com 30 e pela Nigéria com 25 voos.
Fonte: VE
