Intermediários facturam até 100 mil kwanzas por semana

O segmento de despachantes documentais, popularmente conhecidos como intermediários, tem demonstrado um dinamismo notável. Estes profissionais são responsáveis por intermediar processos entre o cidadão e os órgãos públicos, ao cuidar desde a regularização de documentos e pagamento de taxas (RUPE) até à entrega final.

Relatos de quem actua na área indicam que a facturação semanal varia entre 80 e 100 mil kwanzas semanalmente, dependendo do fluxo de utentes. Devido às enchentes constantes nas conservatórias, muitos chegam a pernoitar às portas das instituições para garantir lugares nas filas, que posteriormente cedem aos clientes mediante uma taxa.

Para muitos destes intermediários, a actividade deixou de ser um biscate para se tornar a principal fonte de sustento familiar. Luciano Domingos, de 40 anos, é um exemplo disso, tendo já tornado veterano nesta prática.

Diz trabalhar como intermediário há já uma década, encara a função como a sua única fonte de sustento. “Tenho este serviço como a minha única fonte de renda, não me vejo a fazer outra coisa, afinal é muito tempo que estou aqui a trabalhar”, conta, adiantando que em dias “bons” consegue facturar 100 mil kwanzas numa semana.

Assim como Luciano, vários outros jovens fazem-se à porta das identificações para a prestação do serviço, como é o caso de Paulo Agostinho, que entrou no negócio há três anos, logo após terminar o ensino médio e não ter sucesso num concurso público. Para ele, a instabilidade é compensada pela rentabilidade a longo prazo.

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