Angola recorreu aos mercados internacionais para caçar 1,5 mil milhões de dólares com a emissão de Eurobonds, a segunda emissão do ano, cuja a procura no livro de ordens cifrou-se em cerca de 4,01 mil milhões de dólares.
Em comunicado, o Ministério das Finanças refere que a forte procura é uma evidência positiva na trajectória macroeconómica e na consistência da política financeira do país. Adiantando que foi estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos.
“A iniciativa combinou a recompra de dois Eurobonds em circulação com a emissão de novos instrumentos de dívida, com maturidade em 2031 e 2037 e taxas de 8,250% e 9,5%, respectivamente, permitindo uma actuação directa sobre a estrutura do stock da dívida pública”, lê-se no comunicado.
O Ministério das Finanças justifica ainda que a mobilização destes recursos permite melhorar o perfil da dívida, reduzindo os riscos de refinanciamento e equilibrando o calendário de maturidade, e assegura suporte à execução orçamental, garantindo a continuidade das prioridades definidas no Orçamento Geral do Estado (OGE), conforme previsto no Plano Anual de Endividamento 2026.
