Operações suspeitas de branqueamento de capitais nas instituições financeiras disparam mais de 3.000%

O sistema financeiro debate-se com acentuada fragilidade nos mecanismos de controlo de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa (BC/FT/P).

Nenhuma instituição, seja bancária ou não bancária, saiu ‘ilesa’ de uma avaliação de risco considerada “forte” em sete requisitos. O volume de operações suspeitas nas instituições financeiras não bancárias aumentou significativamente em 3.125%.

Foram comunicadas à Unidade de Informação Financeira (UIF) um total de 129 operações suspeitas, muito acima das quatro operações suspeitas que foram registadas no primeiro semestre de 2024.

O regulador explica que o aumento da comunicação de operações suspeitas resulta das “acções de sensibilização” dirigidas às instituições financeiras, com “enfoque no reforço da cultura de compliance, no aperfeiçoamento da gestão de riscos e na consolidação do conhecimento regulamentar”.

E que as acções têm como objectivo a promoção de mecanismos internos de controlo e a correcção das principais deficiências identificadas.

Para o BNA, a elevação do nível de conhecimento das obrigações de BC/FT/FP, previstos na Lei específica e regulamentação conexa, contribui para a resiliência do sistema financeiro em matéria de BC/FT/FP, facilitando a redução de vulnerabilidades com potencial de risco com impacto na integridade e reputação das instituições financeiras.

Diante das deficiências identificadas, o regulador procedeu à emissão de cartas de recomendação às instituições financeiras e solicitou de imediato os planos de remediação, de modo a ultrapassar as insuficiências nos prazos de conclusão definidos nas recomendações.

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