O emprego no sector industrial em Angola caiu 2,71% em Fevereiro, face ao mês anterior, com destaque para a redução de 10,63% na indústria extractiva, enquanto a indústria transformadora cresceu 9,75%. Em termos homólogos, entretanto, o pessoal ao serviço aumentou 23,75%.
No segundo mês do ano, a produção industrial recuou 2,44%, mas subiu 31,05% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A queda mensal foi impulsionada sobretudo pela indústria extractiva, que registou uma diminuição de 10,63% no emprego, uma queda de 11,93% na produção industrial, uma redução de 8,47% nas horas trabalhadas e um aumento de 6,66% no volume de negócios.
Em termos homólogos, registu-se uma queda de 11,10% no emprego, 4,28% na produção e 8,83% nas horas trabalhadas, bem como uma redução de 25,20% no volume de negócios.
Em sentido oposto, a indústria transformadora voltou a destacar-se como o principal motor de absorção de mão-de-obra, com um crescimento de 9,75% no emprego, 12,17% na produção industrial, 9,79% nas horas trabalhadas e 8,33% no volume de negócios em termos mensais.
Em termos homólogos, os aumentos são ainda mais expressivos. Foram de 118,92% no emprego, 131,99% na produção, 112,08% nas horas trabalhadas e 59,37% no volume de negócios.
A análise por tipo de bens mostra que os bens de consumo lideraram a criação de emprego, com uma variação mensal de 11,25% e um crescimento homólogo expressivo de 152,14%. Já os produtos de energia registaram uma queda acentuada de 9,89%, reforçando o impacto negativo deste segmento sobre o emprego total.
Voltando à produção, no Índice de Produção Industrial, que registou uma variação mensal negativa de 2,44%, a indústria extractiva foi quem mais contribuiu para a referida redução com uma variação de -6,74 pontos percentuais. Em contrapartida, a indústria transformadora cresceu 12,17% no mês e 131,99% em termos homólogos.
